Projeto Atacama – Análise Financeira

Projeto Atacama – Análise Financeira

Quando voltamos do Atacama uma das coisas que consideramos fundamentais compartilhar foi como aconteceu nossa relação com o DINHEIRO durante a viagem.

Quais foram nossas dificuldades? O que foi diferente do que esperávamos? Como nos adaptamos a estas diferenças? Qual foi nosso perfil de gastos? Em que gastamos mais dinheiro?

Estas são algumas das perguntas que nos comprometemos a responder. No curto período de preparação da nossa viagem não tivemos muito sucesso em encontrar referências que tratassem estas questões e nos dessem um bom direcionamento.

Além delas, achamos que seria interessante pontuarmos sobre a aplicação da análise financeira em viagens.

Isto é o que será tratados neste post.

Se vocês tiverem outras dúvidas ou se quiserem complementar, por favor, nos enviem via comentários. Se discordarem de algum ponto também não deixem de nos dizer.

Uma boa leitura a todos!

Análise Financeira em viagens – o que é e por que fazer?

A Análise Financeira nada mais é que uma avaliação dos aspectos financeiros ao longo de cada uma das fases da viagem.

Na fase de preparação da viagem, é preciso ter uma ideia razoavelmente consistente do total de dinheiro necessário para tornar a viagem possível. Com este número em mãos, você pode decidir se é a hora de realizar este sonho… ou se vale a pena capitalizar um pouco mais antes da partida.

Como regra geral (pelo menos pra nós), as viagens são experiências de lazer. Por este motivo, acreditamos que devemos ponderar bem antes de assumir dívidas para viabilizá-las. E que é saudável provisionar, inclusive, uma reserva financeira para eventuais imprevistos.

Durante a execução da viagem, a análise financeira pode ser usada para acompanhar como os gastos estão evoluindo e validar se nossa previsão foi realista. Em alguns casos, é necessário rever o perfil de consumo da viagem para adequar o resultado final ao dinheiro disponível. Se isto não for feito, acabamos descobrindo somente DEPOIS da viagem que gastamos mais do que tínhamos (e ficamos com o rombo!).

E mesmo depois da realização da viagem, a análise financeira também traz benefícios. É um meio de identificar e entender quais foram os gastos em áreas específicas como alimentação, hospedagem, combustível, etc., o que traz elementos para melhorar o planejamento das próximas viagens.

Dependendo das características da viagem, alguns aspectos da análise financeira podem ser priorizados e outros podem ser até desconsiderados. O rigor com que eles são executados também pode variar. Mas vale ressaltar que os melhores resultados são atingidos quando as etapas acontecem de forma harmônica. Existe um relacionamento natural entre as etapas de Planejamento, Acompanhamento e Análise.

Na nossa visão, existe apenas um caso onde a Análise Financeira possa ser completamente ignorada:
Aquele em que o viajante tenha dinheiro suficiente para não ter que se preocupar com a diferença no seu saldo bancário antes e depois da viagem. Incluindo na conta, naturalmente, os valores a serem pagos em seus cartões de crédito. Infelizmente, isso não acontece com a maioria das pessoas.

No caso da nossa viagem:

  • o planejamento foi feito de forma relativamente superficial. Isto aconteceu por 2 motivos principais: a curta duração da fase de preparação da viagem e as poucas referências que encontramos sobre o assunto. Isso foi agravado pelo fato de ser nossa primeira experiência em motorhome e nossa primeira viagem em família ao exterior.
  • O acompanhamento também foi um pouco leve. Aceitamos o perfil “sabático” e “desbravador” da viagem. Nossa principal preocupação foi coletar e registrar tudo o que estava sendo gasto.
  • Em contrapartida, a análise foi profunda e detalhada. Reconhecemos a importância de processar os dados coletados para que pudessem ser usados como referência na próximas viagens. E esse é o material compartilhado abaixo.

Uso de dinheiro x cartão de crédito como meio de pagamento

Em nosso dia-a-dia, somos do tipo que usa praticamente só cartão. É bem raro encontrarmos estabelecimentos que exijam pagamento em dinheiro aqui em nossa cidade. Eu, particularmente, passo às vezes semanas com menos de R$10 na carteira.

Soma-se a isso a preocupação de viajarmos levando uma grande quantia em dinheiro, sobretudo na primeira viagem neste formato. Seja por uma possível ação de ladrões, seja pela abordagem de policiais corruptos.

Então, de forma bastante natural, aceitamos a premissa de que o cartão de crédito seria o principal meio de pagamento em nossa viagem.

Quando estávamos partindo para a viagem, conversamos com uma pessoa mais experiente que nos disse exatamente o contrário… algo como: “Eu sigo a moda antiga. Prefiro levar dinheiro para cobrir todos os gastos e deixar o cartão guardado com plano alternativo”.

Isso nos fez pensar um pouco e, no fim das contas, levamos um pouco mais de dinheiro do que planejamos inicialmente. Deixamos todas as operações de câmbio para Foz do Iguaçu. Havíamos lido em vários blogs que as taxas de câmbio lá eram interessantes e acabamos não explorando muitas alternativas antes disso (até porque tínhamos a expectativa de uso do cartão).

A realidade que encontramos depois de sair do Brasil foi bem diferente da que imaginávamos. Em muitas das cidades pelas quais passamos aceitava-se exclusivamente dinheiro (“solamente efectivo”). Isso bagunçou um pouco nosso planejamento e nos levou a procurar dinheiro nos caixas eletrônicos.

Para se ter uma noção, na Argentina, 49% do total de nossos gastos foi em dinheiro. Isto porque muitas vezes nos esforçamos para encontrar locais que aceitavam o pagamento em cartão (principalmente nos casos de combustível e supermercado, onde o valor de cada compra era maior).

Ainda assim, por algumas vezes, encontramos os tais locais que aceitavam cartão, mas na hora de efetuar o pagamento nosso cartão simplesmente “não passava” e tínhamos que recorrer ao “efectivo” (não chegamos a bater o pé e falar que só tínhamos cartão para ver o que aconteceria).

Abaixo segue uma visão de como os gastos nas principais categorias e o total se dividiram entre dinheiro e cartão na Argentina:

No Chile a situação foi parecida. A distribuição nas principais categorias foi diferente, mas no total os valores que tiveram que ser pagos em dinheiro superaram os em cartão (quase 57%). Isso se deve, principalmente, aos passeios contratados de agências de viagem e que tiveram que ser pagos em dinheiro.

Veja abaixo a distribuição:

No caso do combustível, pode-se dizer que tivemos sorte. Abastecemos apenas uma vez no Chile e na hora de fazermos o pagamento o sistema de cartão estava intermitente. Eu insisti para que o frentista tentasse mais uma vez e acabou dando certo (já não tínhamos pesos chilenos suficientes para o pagamento e a alternativa seria uma conversão de dólar bastante desvantajosa).

Câmbio – operações realizadas

Como dito anteriormente, nossas operações de câmbio foram concentradas em Foz do Iguaçu, tanto para compra como para venda das moedas estrangeiras. Eu acabei não comparando qual seria a diferença se as operações tivessem sido realizadas na cidade onde moramos (hoje, considero que isto deveria ter sido feito).

Em geral, nas cidades mais turísticas (isso inclui Foz do Iguaçu e San Pedro de Atacama) existem muitas casas de câmbio e várias opções. As cotações são parecidas entre si, com pequenas variações, mas dependendo do valor a ser trocado vale uma pequena pesquisa pela taxa mais vantajosa.

Já em cidades menores, casas de câmbio são bem mais raras e acredito que até mesmo os comerciantes tenham alguma restrição em aceitarem pagamentos em outras moedas (mesmo com uma taxa favorável para eles).

Operações de câmbio realizadas em Foz do Iguaçu:


Data: 28/12/2016

R$ 1000 trocados por 4445 pesos argentinos (taxa de conversão R$ -> PA: 0,22497)

R$ 632,5 trocados por 115000 pesos chilenos (taxa de conversão R$ -> PC: 0,00550)

R$ 1016,20 trocados por 298 dólares (taxa de conversão R$ -> USD 3,41)


Nossa ideia era comprar R$1000 em pesos argentinos e em pesos chilenos e o restante em dólares, mas não conseguimos pelo montante de pesos chilenos disponíveis na casa de câmbio. Pegamos, então, tudo o que havia disponível em pesos chilenos e o restante em dólares.


Data: 18/01/2017

1372 pesos argentinos trocados por R$ 226,38 (taxa de conversão R$ -> PA : 0,165)

25000 pesos chilenos trocados por R$ 105 (taxa de conversão R$ -> PC: 0,00420)


Aqui, um ponto que merece destaque: achamos o “deságio”, diferença considerada nos valores de compra e venda das moedas estrangeiras, alto – cerca de 25%.

Em nossa análise, isso aconteceu por dois motivos: o primeiro é que existe mesmo uma diferença entre os valores de compra e venda, mas normalmente esta diferença fica entre 10 e 15%. O restante da diferença que pagamos pode ser atribuído a valorização do real no período.

Mesmo assim optamos por vender os pesos que estavam em nossa posse. Já os dólares, preferimos não trocar e sim guardá-los para nossa próxima viagem internacional.

Outro ponto interessante: quando estávamos saindo de San Pedro de Atacama fizemos um “esforço” para gastarmos todos os pesos chilenos que tínhamos. Paramos em uma venda para pedir informações e trocamos tudo por mantimentos. Porém, esquecemos 25000 guardados em um dos “bolsos”. Este foi o saldo que nos sobrou em pesos chilenos.

Quando saímos da Argentina, os meninos estavam com virose e não tivemos tempo nem cabeça para repetir este procedimento. O que chegamos a pensar foi abastecer e gastar a sobra em pesos argentinos em diesel. Porém, o preço do diesel na argentina é consideravelmente mais alto (em geral, próximo aos R$4 por litro de diesel) e acabamos desistindo da ideia.

Além das operações realizadas em Foz, fizemos uma operação de câmbio de dólar para peso chileno em San Pedro de Atacama para completar o pagamento dos passeios na agência de viagem:


Data: 08/01/2017

141 dólares trocados por 91000 pesos chilenos (taxa de conversão “acumulada” R$ -> PC: 0,005246)


Saques no exterior

Como não conseguimos usar o cartão de crédito tão facilmente quanto imaginávamos, recorremos aos saques em caixas eletrônicos. No total, foram 6 vezes, sendo 5 na Argentina e 1 em San Pedro de Atacama.

Veja abaixo as operações realizadas:

Ao todo, sacamos 10.000 pesos argentinos (equivalentes a R$ 2059,15) e 100.000 pesos chilenos (equivalentes a R$ 480). O que explica o grande número de saques no valor de 2000 pesos argentinos é que este era o limite diário para a operação.

Em algumas cidades, tivemos um pouco de trabalho para localizar os caixas eletrônicos integrados a rede internacional mas nada que fosse surreal.

É importante saber que nem todos os caixas eletrônicos têm essa integração e, às vezes, dentro do mesmo banco existe um caixa que permite o saque internacional e outros caixas que não permitem. A dica é manter a calma e solicitar informações aos funcionários. Não há motivos para estresse.

Outra dica legal é que, no início, eu buscava por bancos e caixas eletrônicos que tivessem o símbolo da rede PLUS. Não encontrei nenhum. Acabei descobrindo que o símbolo a ser buscado na Argentina era o da rede BANELCO.

Veja abaixo os símbolos dos quais estou falando:

Rede PLUS

Rede BANELCO

A última observação a ser feita sobre os saques internacionais é referente às taxas cobradas. Veja a seção abaixo, específica sobre o tema.

Taxas e impostos sobre operações bancárias

As taxas bancárias estão presentes em quase todas as operações realizadas no exterior. Em geral, elas variam bastante de banco para banco e, dentro de um mesmo banco, entre os perfis/segmentos de atendimento. De qualquer forma, é importante informar-se antes da viagem e saber exatamente quais são os direitos oferecidos pela SUA conta.

Este é o tipo de gasto que não nos damos conta ao longo da viagem… percebemos apenas quando já estamos de volta e vamos analisar os extratos da conta e a fatura dos cartões de crédito. Mas, acreditem, os gastos podem ser significativos… no caso da nossa viagem, comprometeu um total de R$ 566,38.

Mas de onde é que veio tanta taxa?

IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros)

O imposto é cobrado sobre qualquer compra de moeda estrangeira, traveler checks e gastos no exterior, seja em operações de crédito ou débito (o que inclui também o saque de dinheiro em conta corrente), na alíquota de 6,38% (as alíquotas de operações de crédito e débito passaram a ser a mesma em 2014). 

No nosso caso, o IOF “mordeu” R$ 415,84, sendo R$247,30 nas compras efetuadas com cartão de crédito e R$168,54 nos saques realizados.

Obs: O imposto sobre as operações de câmbio foi considerado dentro das taxas de conversão entre as moedas.

Tarifas de bancos estrangeiros para saques com cartões internacionais

Em cada saque realizado no exterior é cobrada uma taxa para utilização do serviço pela rede bancária local. O valor da taxa é fixo (ou seja, não depende da quantia sacada) e gira em torno de R$20.

Ao todo, comprometemos R$ 102,14 com estas taxas. O único saque em que a taxa não foi cobrada foi o realizado no banco Santander, que é o banco onde temos conta corrente aqui no Brasil.

Tarifas para saque internacional do seu banco no Brasil

Como dito anteriormente, isto depende muito da “cesta de serviços” oferecida pela sua conta corrente. Em geral, existe um número de operações isentas de cobrança e depois disso cada operação é cobrada de acordo com a tabela do banco.

Na nossa viagem, dois saques foram tarifados o que comprometeu um total de R$ 48,40.

Recapitulando – Principais observações sobre os meios de pagamento

Seguem abaixo os principais aprendizados da nossa viagem em relação a meios de pagamento:.

  • Não conte que o cartão de crédito resolverá toda a questão de moeda estrangeira. Existem muitos lugares que não o aceitam como meio de pagamento. E, mesmo em lugares que supostamente aceitam, sempre existe a possibilidade de algum problema no fechamento da operação (problemas estes não relacionados com habilitação do cartão para uso no exterior ou limite disponível).
  • Considere ter uma boa reserva nas moedas dos países por onde for passar. Ter alguma quantia em dólar ou euro pode ser interessante também pela flexibilidade oferecida.
  • Em San Pedro de Atacama, especificamente, o real é bem aceito e parece ser vantagem trocar diretamente o real pelo peso chileno – desta forma, evita-se a conversão entre duas moedas.
  • Gastos em cartão de crédito têm a incidência de IOF, no valor de 6,38% da compra e podem ter taxas específicas do banco brasileiro (no nosso caso, elas não existiram).
  • Saques internacionais (débito) tem a incidência de IOF (6,38%) e podem ter ainda uma tarifa da rede bancária local (cerca de R$20) e mais uma tarifa do banco brasileiro para saques internacionais (que, no nosso caso, foi de R$24,20).
  • É importante checar os serviços e a quantidade de operações oferecidos pela sua conta e quais os valores das taxas que serão cobradas antes da viagem.
  • No período de nossa viagem, o real sofreu uma variação (apreciação) considerável. Isto dificultou um pouco análises comparativas sobre o meio de pagamento mais vantajoso a ser utilizado.
  • O melhor meio de pagamento é aquele que é aceito. Procure informar-se sobre os locais e estabelecimentos por onde pretende passar e monte uma estratégia “balanceada” para evitar surpresas.

Nossos gastos – Projeto Atacama

Enfim, estamos compartilhando a íntegra de nossos gastos de viagem (acesse AQUI a planilha completa). Não sei dizer se isto é comum, nossa ideia é ajudar pessoas a se prepararem da melhor forma possível para viagens que sejam parecidas com a nossa.

Para isto, é importante entender de forma clara a proposta da nossa viagem:

  • uma família, viajando com crianças: 2 adultos e 2 crianças (7 e 3 anos);
  • experimentando pela primeira vez como é conhecer o mundo (parte dele, na verdade!) através de um Motorhome;
  • cozinhamos bastante no motorhome, mas também nos permitimos fazer refeições em restaurantes;
  • Preferimos passar as noites em campings. Não só pela segurança/infraestrutura oferecida mas também pela necessidade de termos um espaço onde as crianças pudessem brincar e explorar de forma mais livre. Sem que tivéssemos que acompanhar de perto 100% do tempo;
  • em geral, nossa média diária de Km foi baixa para uma viagem desta magnitude.

Todas estas atitudes ou decisões são refletidas nos gastos.

Poderíamos ter cozinhado ainda mais e economizado nos restaurantes? Sim!

Poderíamos ter economizado com hospedagem? Sim, sem dúvida!

Mas esta não era a proposta da nossa viagem.

Caso ainda não tenham lido, o roteiro detalhado que realizamos está disponível no post Projeto Atacama – Roteiro Realizado. No total, foram 31 dias de viagem sendo 29 deles em Motorhome.

Então, vamos lá… o gasto total da viagem foi de R$ 29.539,86 divididos da seguinte forma:

Análise Financeira - Gastos por categoria


Obs: para conversão de gastos em espécie realizados em moeda estrangeira para real utilizamos a seguintes taxas de conversão:

R$1 = 4,6024 pesos argentinos

R$1 = 189,7098 pesos chilenos

Estes valores equivalem à média das taxas de conversão obtidas nas operações de câmbio e de saque em caixas eletrônicos (na planilha compartilhada, constam os valores dos gastos nas moedas estrangeiras também).


Outra visualização interessante é como os gastos foram divididos entre as categorias de forma percentual:

Análise Financeira - Distribuição percentual dos gastos por categoria

Observações rápidas e diretas dos gráficos:

  • Quase metade do gasto total foi comprometido com o aluguel do motorhome.

    É caro… realmente caro! Mas na nossa avaliação vale a pena, pois os veículos são novos e são liberados para viagem depois de revisões que os deixam em condições adequadas aos desafios a serem vividos. E o aluguel possibilita sentir, de forma rápida, se viajar desta forma é ou não a sua pegada (e da sua família)

  • A soma das categorias Combustível, Restaurante, Hospedagem e Supermercado equivale a outros 30% do gasto total

Ou seja, Aluguel de Motorhome + Combustível + Restaurante + Hospedagem + Supermercado corresponderam a 74% dos gastos totais de nossa viagem

  • Os gastos com supermercado + restaurante foram equivalentes a 16% do gasto total

Comida é cara. Comida em restaurantes para turistas é BEM CARA! Em vários lugares, tivemos dicas de restaurantes baratos que serviam boa comida (comida equivalente a dos restaurantes caros). Ainda assim, com exceção do “El Carrito” em San Pedro de Atacama, o preço dos lugares baratos equivalia ao preço de bons restaurantes aqui no Brasil (pelo menos em São José dos Campos). Comemos apenas uma vez em um restaurante considerado caro.

  • Os gastos com preparativos + farmácia foram equivalentes a 13% do gasto total.

O valor é alto, mas preferimos investir na preparação para poder aproveitar da melhor forma possível os passeios. O que compramos foram roupas – calças, jaquetas, calçados – e acessórios para trilhas e exploração– mochilas, cantis, binóculos, etc. O mesmo raciocínio foi aplicado à farmácia: optamos por reduzir o risco de ter que correr atrás de medicamentos no exterior.

  • Os gastos com combustível + pedágio foram equivalentes a 13% do gasto total

O valor do diesel é bem mais caro na Argentina que no Brasil. Como curiosidade, lá o litro de diesel é mais caro que o da gasolina e custava pouco mais de R$4 no período em que viajamos. Em San Pedro de Atacama o valor do diesel não era tão caro como na Argentina, mas ainda era mais caro que nossa referência aqui do Brasil. Isso significa que, apesar de nossa primeira impressão ser a de que vamos economizar em combustível viajando com diesel, isso não é verdade para este roteiro. Vale registrar que o consumo médio do motorhome foi de 9,3 km/l.

E para finalizar, se nos pedissem para 3 dicas rápidas sobre dinheiro para Atacama e norte da Argentina, elas seriam:

  1. Cartões de crédito são pouco aceitos
  2. Diesel é mais caro que gasolina
  3. Restaurantes são caros. Se for “para turistas”, prepare seu bolso.

Esperamos que as informações postadas aqui sejam úteis e tornem mais concreto seu plano de viagem!

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Quem escreve |

Redescobrindo o futuro. Curtindo a família em tempo integral.

2 responses to “Projeto Atacama – Análise Financeira”

  1. Parabéns,

    tem mais de 10 anos que comecei a viajar de motocicleta e de 4×4, e nunca vi um site tão completo como o seu, e olha que sou quase um rato de internet atrás de relatos de viagem.

    Parabéns!!!!!!!!

    • Léo Motta disse:

      Oi Evanio!

      Obrigado!!! Ficamos muito felizes em ouvir isso. De verdade!

      Pra nós, processar/compartilhar as informações é divertido e prazeroso.
      Muito bom saber que está fazendo sentido.

      Um abraço.

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