Projeto Atacama – Roteiro realizado

Projeto Atacama – Roteiro realizado

Nossa viagem acabou! Foi linda, nos proporcionou momentos maravilhosos! Tivemos o primeiro gostinho da vida “Motorhome” (e adoramos!), conhecemos lugares incríveis.

Os perrengues que passamos foram poucos, na medida certa para termos histórias para contar!

E eu hoje vou falar pra vocês como as coisas aconteceram. Como foi a nossa ida e a nossa volta até o Atacama. Nosso roteiro REALIZADO.

Este é um post “geral”, que conta como foi a viagem como um todo. Faremos posts dedicados com mais detalhes dos dias de viagem e dos lugares visitados. Já estamos trabalhando nisso.

Então, vamos lá… ao todo, foram 31 dias de viagem. A grande maioria deles (29 dias) em uma casa-veículo alugada. Pegamos a casa no 2º dia de viagem e devolvemos no 30º. Rodamos 7591 Km (7106 na casa-veículo).

O quadro apresentado no início do post mostra os principais números de nossa viagem. Na primeira coluna são apresentados os dados filtrados para o período dentro do motorhome enquanto a segunda traz os dados referentes a toda a viagem.

Estes dados nos permitem ver, por exemplo, que o consumo médio do motorhome foi de 9,30 Km/l e que o preço médio do diesel por litro foi de R$ 3,7319. Também calcular que gastamos na média diária R$ 16,58 com pedágios e praticamente R$ 100 com combustível.

A única informação faltante é o volume de combustível consumido enquanto viajávamos de carro… nos esquecemos de fazer este controle e, por este motivo, o dado Litros de combustível Total aparece como “???”.

Em relação ao percurso, veja abaixo o caminho percorrido nestes 7591 Km e a evolução da quilometragem acumulada, dia a dia:

Percurso total – FAMÍLIA Biruta: Projeto Atacama (powered by Pantrack) http://pantrack.com.br/

Projeto Atacama – Percurso Total (powered by Pantrack)

 

 Projeto Atacama: Evolução da distância acumulada pelos dias de viagem


Projeto Atacama: Evolução da distância acumulada pelos dias de viagem

Cada ponto no gráfico informa a quilometragem acumulada até um determinado dia de viagem. Os textos associados aos pontos indicam a cidade onde o pernoite foi realizado. Pontos sem texto querem dizer que não houve mudança de cidade para o pernoite, ou seja, ele aconteceu na mesma cidade do ponto anterior (por exemplo, as noites dos dias 5, 6 e 7 foram todas passadas em Foz do Iguaçu).

Abaixo são apresentados os números e uma visão bastante rápida de cada um dos dias de viagem

Como dito anteriormente, detalharemos em posts específicos e, à medida em que estes posts detalhados forem disponibilizados, os links serão inseridos no post geral.


Dia 1 (21/12/2016)33091711315_5692c5e371_z

 São José dos Campos -> Campinas

km percorrida

219,4

Horário saída

15:55

Horário chegada

21:02

Passeios / Paradas

Holambra (18:24-20:07)

Pernoite

Familiares

Combustível (R$)

131,83

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

53,5

Gastos Totais (R$)

251,83

 

O ponto de partida foi a cidade em que moramos, São José dos Campos. Usamos o dia 1 basicamente para fechar as últimas pendências dos preparativos para a viagem.

Passamos por Holambra para pegar o carregador de bebê que usamos para o Joaquim. Ele foi fundamental em quase todos (senão todos) os passeios que fizemos.

Campinas foi escolhida como ponto de apoio pois temos família lá e é bem próxima ao local de locação da casa-veículo.


Dia 2 (22/12/2016)

Campinas -> Itapeva

km percorrida

516,8

Horário saída

8:36

Horário chegada

22:27

Passeios / Paradas

Retirada Motorhome (9:32 – 14:06)
Supermercado Itapeva (19:07-21:15)

Pernoite

Familiares

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

58

Gastos Totais (R$)

532,26

 

32246102754_a36daa9034_zNo dia 2, a aventura começa de verdade! Pegamos a casa-veículo em Salto, fizemos o treinamento básico de operação (QuickStart Guide) e transferimos todas as nossas coisas do carro para a casa antes de seguirmos em frente. Isso nos tomou muito mais tempo do que prevíamos (o treinamento mais a transferência das coisas levou aproximadamente 4,5 horas).

Aproveitamos o “atraso” e passamos a noite do dia 2 em Itapeva, onde também temos família, e pudemos prestigiar o aniversário de alguém muito querido. Fizemos também o primeiro supermercado para abastecer a casa-veículo.


Dia 3 (23/12/2016)

Itapeva -> Tibagi (Quenion Guartelá)

km percorrida

315,4

Horário saída

11:50

Horário chegada

17:14

Passeios / Paradas

Pendências em Itapeva (10:30-11:50)
Refeição a bordo (14:58-15:44)

Pernoite

Camping Guartelá

Combustível (R$)

143,7

Hospedagem (R$)

90,00

Pedágios (R$)

22,7

Gastos Totais (R$)

314,36

 

32278788013_e7640ca20d_zNo dia 3, fomos até o centro de Itapeva para resolver algumas pendências e seguimos para o Parque Estadual Guartelá em Tibagi (PR). Antes de chegar fizemos a primeira refeição a bordo, na estrada já bem próximos ao parque.

Chegamos ao parque pouco depois do fechamento da entrada (o parque fecha as 18:00, mas a admissão é permitida apenas até as 17:00) e acompanhados por uma chuva fina.

Resolvemos ficar e passar a noite em um camping bem próximo a entrada do parque, torcendo para que o tempo melhorasse no dia seguinte.


Dia 4 (24/12/2016)

Tibagi (Guartelá ) -> Guarapuava (BR-277)

km percorrida

311,3

Horário saída

14:59

Horário chegada

20:31

Passeios / Paradas

Parque Guartelá (10:01-14:59)
Refeição (17:33 – 18:17)

Pernoite

Posto COPA – Guarapuava

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

33,4

Gastos Totais (R$)

193,40

 

33091708885_5753a98e16_zO dia 4 amanheceu com o sol batendo em nossa janela e fomos até o parque. Um passeio muito gostoso com direito a caminhada, cachoeira e a primeira das vistas incríveis de nossa viagem. Que belo Cânion!

O banho nos Panelões refrescou nossa caminhada e recarregou nossa energia.

Saímos do Parque as 15:00, nos perguntando onde passaríamos a noite de Natal. Decidimos seguir viagem e ver até onde conseguiríamos chegar. As 20:31, paramos no posto Copa na BR-277 (Guarapuava). Sim, nada mais simbólico para nossa primeira viagem de motorhomeque passar a noite de Natal em um posto na BR. As crianças preocupadas em como Papai Noel iria nos encontrar. Tranquilizamos: -“Calma, ele tem nosso rastreador… sabe exatamente onde estamos!”


Dia 5 (25/12/2016)33091707975_b33e51490a_z

Guarapuava (BR-277) -> Foz do Iguaçu

km percorrida

391,8

Horário saída

11:18

Horário chegada

18:15

Passeios / Paradas

Refeição (15:17 – 16:20)

Pernoite

Hostel Paudimar

Combustível (R$)

128,63

Hospedagem (R$)

60,00

Pedágios (R$)

62,7

Gastos Totais (R$)

326,58

 

No dia 5 chegamos finalmente em Foz do Iguaçu.

Fomos direto ao Hostel Paudimar e lá encontramos uma estrutura incrível. Os olhos dos meninos brilharam quando viram a piscina. Os nossos também… fazia um calor de mais de 35ºC.

Ficamos por lá, aproveitamos o hostel e pusemos ordem nas coisas (e na casa).


Dia 6 (26/12/2016)

Foz do Iguaçu

km percorrida

20,8

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Cataratas Iguaçu (11:21-16:57)

Pernoite

Hostel Paudimar

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

60,00

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

417,85

 

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No dia 6 fomos até as Cataratas (lado brasileiro).

Muito calor! Muita gente!

Mas que lugar incrível! A força das águas impressiona. Ficamos só no passeio básico. Os passeios opcionais são realmente caros, como havíamos lido em alguns sites/blogs na preparação da viagem.

Não encontramos nenhum quati pelo caminho (o que deixou as crianças decepcionadas). Segundo o pessoal que trabalha no parque, isso aconteceu porque a onça estava rondando a área (!) e eles foram todos para longe.

De lá voltamos para o hostel e aproveitamos um pouco mais da piscina.


Dia 7 (27/12/2016)

Foz do Iguaçu

km percorrida

53,9

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Parque das Aves (11:13-15:38)
Itaipu (16:18-19:15)
Supermercado (19:50-20:46)

Pernoite

Hostel Paudimar

Combustível (R$)

168,56

Hospedagem (R$)

60,00

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

1182,43

 

No dia 7, conhecemos o Parque das Aves e visitamos a usina de Itaipu.

32935622452_34ed47bded_zMais um dia de muito calor e muita gente (sobretudo no parque das Aves), mas quando vimos a fila de carros para acessar as Cataratas ficamos muito agradecidos de termos feito o passeio no dia anterior.

O Parque das Aves vale o passeio, principalmente pelos viveiros “abertos”, onde podemos chegar bem próximo dos animais (tão perto que você fica achando que o tucano vai dar uma bicada no nariz do seu filho). Particularmente, gostei bastante dos viveiros das araras e o borboletário (que também conta com beija-flores e colibris).

O passeio à usina de Itaipu também vale. Impressiona a transformação da natureza realizada pelo homem. Se você tiver filhos em idade escolar, não tenha dúvidas em ir.

Voltamos para o hostel, mas antes passamos no supermercado para novo abastecimento da casa e para comprar carne e carvão para o primeiro churrasco a bordo!


Dia 8 (28/12/2016)

Foz do Iguaçu -> Puerto Iguazú

km percorrida

59,2

Horário saída

13:17

Horário chegada

20:22*

Passeios / Paradas

Dreamland (12:07-12:38)
Fronteira BRA-ARG (13:37-14:47*)
Cataratas de Iguazú (15:12-19:47)*
Jantar (21:39-23:19)*

Pernoite

Ma-Ri Cabañas y Camping

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

63,01

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

369,47

 

Depois de 3 pernoites em Foz, passamos a fronteira Brasil-Argentina no dia 8.

Antes de deixar o hostel, ainda conhecemos o pessoal da Expedição Atacama, duas famílias da região de Belo Horizonte e que viajavam de carro para o Atacama, com um roteiro planejado bastante parecido com o nosso. Trocamos contatos e informações.32935621682_3a97c5457c_z

Resistimos à tentação de ir a Ciudad del Leste. Fizemos uma rápida visita ao Dreamland (museu de cera e parque dos dinossauros). Ficamos apenas na área externa, não entramos em nenhuma das atrações. Aproveitamos
também para fazer câmbio antes da fronteira.

Na fronteira, a passagem pelo lado brasileiro foi rápida, mas achamos bastante confusa, sem nenhuma orientação e sem pessoas para ajudar. Já no lado argentino demorou um pouco mais de uma hora, mas foi tranquila e sem contratempos. A inspeção do motorhome foi feita apenas no porta malas. Sem qualquer problema!

Ao chegar em Puerto Iguazú, fomos direto às Cataratas (naturalmente!). Escolhemos ir até a Garganta do Diabo e, ao invés de caminhar por toda a trilha, resolvemos pegar o trenzinho (tren ecológico). Acabou se mostrando uma ótima escolha, pois nos poupou do sol e do calor que mais uma vez estavam fortes, acelerou o passeio e as crianças adoraram.

Da estação até a Garganta o caminho é quase todo feito sobre o rio. Muito legal! E quando chegamos na Garganta, ficamos MARAVILHADOS.

MUITA água! Muita água mesmo! Queríamos ficar lá contemplando para sempre.

Preferimos não retornar ao Brasil, para não perder mais tempo na fronteira no dia seguinte. Depois de alguma procura e com a ajuda de “agentes de turismo” locais, acabamos encontrando um camping agradável para passarmos a noite.

Para fechar a noite, nossa primeira refeição em solo Hermano. Fomos ao restaurante do hotel El Lenador. Boa comida e um atendimento espetacular pelo garçom Luis Enrique. Nos divertimos muito.


Dia 9 (29/12/2016)

Puerto Iguazú -> San Ignacio

km percorrida

271

Horário saída

14:46*

Horário chegada

20:49*

Passeios / Paradas

Venta 1 (14:59-15:21)*
Venta 2 (15:26-15:51)*
Atolada nas Cataratas (16:11-16:48)*
Jantar (21:42-23:54)*

Pernoite

Camping y Hospedaje “La Familia”

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

67,36

Pedágios (R$)

5,43

Gastos Totais (R$)

292,72

 

No dia 9, acordamos e tomamos café da manhã com calma. A arrumação da casa e a piscina do camping acabaram fazendo que passássemos mais algumas horas no camping. Passamos por 2 vendas e abastecemos mais um pouco o carro (principalmente produtos de consumo rápido como água, pão, frios, etc). Na última venda compramos um chip pré-pago da operadora Personal para termos internet a bordo.32709679360_a760055c40_z

Pouco antes de sairmos da 2ª venda, chega uma chuva violenta. Diferentemente do dia anterior, ela chegou mais cedo e não foi rápida.

Mesmo com a chuva, decidimos ir até o parque das cataratas e ver se conseguiríamos ao menos fazer um dos circuitos (a esperança ainda era que, como no dia anterior, a chuva passasse tão rápida quanto havia chegado).

Paramos no acostamento, a alguns metros da entrada do parque. Quando eu entrei no acostamento, senti que o carro havia atolado.

Olhei pra Elba e soltei um: -F@#$. Atolamos”. Ela me devolveu um olhar incrédulo.

Mas foi dito e feito.

Tive que buscar ajuda com o pessoal que trabalhava no parque… mas, no fim das contas, foi resolvida de forma bem rápida e tranquila. Quando conseguimos sair, eu comecei a dar risada… de verdade.

Ainda sob chuva, seguimos para Ituzaingó. O adiantar das horas, porém, nos levou a escolher uma parada intermediária: San Ignácio, na província de Missiones.


Dia 10 (30/12/2016)

San Ignacio -> Ituzaingó

km percorrida

152

Horário saída

15:55*

Horário chegada

20:34*

Passeios / Paradas

Reduciones Jesuisticas (14:24-16:53)*
Chiperia San Ignacio (17:08-17:55)*
Inf. Turisticas – Ituzaingó (20:09-20:19)*

Pernoite

Camping Municipal Gral San Martin

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

83,65

Pedágios (R$)

13,04

Gastos Totais (R$)

255,78

 

San Ignácio não estava no roteiro original. Mas foi um presente termos que parar por lá.32709678100_671be4ef8d_z

Pudemos conhecer as ruínas de uma das maiores Missiones Jesuíticas argentinas. Um lugar com muita história e de muita energia!

Mais uma chuva violenta chega e nos avisa que é hora de seguir adiante. Desta vez, temos que ficar escondidos por cerca de meia hora fugindo da chuva.

Saímos com espírito renovado. Antes de cair na estrada, paramos na Chiperia para um lanche rápido. Tortillas e empanadas… nham, nham….

Trocamos altas ideias com os donos… uma família muito simpática! Esses encontros aleatórios sempre são especiais. Animamos até para comprar os apetrechos para fazer e experimentar o mate.

Chegamos em Ituzaingó a tempo de testemunhar um lindo pôr-do-sol no camping.


Dia 11 (31/12/2016)

Ituzaingó

km percorrida

19,3

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Playa
Supermercado (17:27-18:50)*
Providências Centro (19:05-20:16)*

Pernoite

Camping Municipal Gral San Martin

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

83,65

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

393,75

 

No dia 11 aproveitamos longa e tranquilamente a “playa”, nas águas do rio Paraná. Experiência aprovada!32246058794_fe250e5afa_z

Depois de um pouco ponderar, decidimos ficar mais uma noite na cidade e virar o ano pulando 7 ondinhas do Paraná, ao invés de passar na estrada.

Fomos ao mercado, nos abastecemos e preparamos para uma parrilla. Ceia show!

As 7 ondinhas? Doce ilusão!

A chuva violenta volta a se fazer presente, desta vez às 23:30 do dia 31/12. Nos refugiamos no veículo-casa e agradecemos por toda a proteção por ele oferecida e por sermos, dentro de pouco tempo, a única família com energia elétrica no camping.


Dia 12 (01/01/2017)

Ituzaingó -> Presidencia Roque Saenz Pena

km percorrida

423,7

Horário saída

12:59*

Horário chegada

20:42*

Passeios / Paradas

Refeição – Makallé (17:13-18:33)*

Pernoite

Camping Municipal El Descanso

Combustível (R$)

383,504886

Hospedagem (R$)

9,13

Pedágios (R$)

13,04

Gastos Totais (R$)

433,92

 

Dia 12 começa com mais um pouco de playa e depois estrada. Seguimos para Presidente Roque Saenz Pena.

DSC_7462Paramos para um lanche na praça da cidade Makallé, Chaco. A cidade margeia a RN 16 e o parquinho de sua praça nos ofereceu um lugar tranquilo para a parada, onde os meninos – e nós – pudemos gastar alguma energia e descansar a mente da estrada.

Em P. Roque Saenz Pena, fomos direto ao camping municipal El Descanso.

El Descanso é um camping barato, seguro, mas com uma estrutura bastante precária (disseram-nos que o camping está em reforma). Para se ter uma ideia, havia apenas uma torneira com água para todo o camping. Sem banheiros ou chuveiros disponíveis.

A energia elétrica das tomadas normalmente é cortada por volta das 7:00 – 7:30 da manhã, mas se for solicitado é possível obter uma extensão com energia para o dia todo.

No camping, encontramos uma família brasileira que viajava até Salta. Um casal e três filhos em uma Ducatto Transformada.


Dia 13 (02/01/2017)

Presidencia Roque Saenz Pena -> Monte Quemado

km percorrida

283,5

Horário saída

14:29*

Horário chegada

17:29*

Passeios / Paradas

Supermercado + Providências Centro (11:48-14:29)*
Refeição Monte Quemado (17:29-18:53)*
Fan Park Fiesta – Dakar (19:48-22:53)*

Pernoite

Santuario Virgen del Carballo

Combustível (R$)

98,86

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

363,25

 

32245972214_a610bd457b_zA proposta para a manhã do dia 13 era conhecer o complexo termal de P. R. Saenz Penha. Fomos até o local e descobrimos que teríamos que pagar 150 pesos por pessoa para entrarmos na piscina e mais 150 para cada banho que quiséssemos fazer. Incluindo o filho de 7 anos. O calor era muito convidativo (fazia 43ºC), mas decidimos declinar e
seguir a viagem.

Antes aproveitamos o centro da cidade para resolver algumas pendências como sacar dinheiro e acertar a configuração do celular para acesso à internet 3G com o chip argentino. Estávamos ficando sem pesos argentinos. Ao contrário do que pensamos inicialmente tivemos grande dificuldade em usar o cartão de crédito como forma de pagamento. Quase todos os lugares aceitavam apenas dinheiro (“solamente efectivo!”), inclusive postos de combustível.

O destino do dia era Joaquin V. Gonzalez, uma pequena cidade localizada no final da “reta do Chaco” que oferecia pouco além um ponto de parada e descanso para o próximo dia de viagem.

No meio do caminho, paramos para comer alguma coisa no posto de combustível da cidade de Monte Quemado. Para nossa surpresa, Monte Quemado era a cidade onde aconteceria a primeira largada do rally Dakar em solo argentino (no 2º dia de rally, a primeira largada acontecera em Assunción, Paraguay). Para nossa maior surpresa, essa largada aconteceria na manhã do dia seguinte, 03/01/2017.

Fomos até o centro da cidade conhecer o “Fan Park” do Dakar, mas o que encontramos foi apenas um corre-corre com preparativos para a festa que aconteceria a noite. Descobrimos que a festa seria um acontecimento para a cidade, recheada de música e danças típicas da região.

Eu olho pra Elba, Elba olha pra mim e nos damos apenas um sorriso. Joaquin V. Gonzalez teria que nos desculpar. A noite do dia 13 seria passada em Monte Quemado.

Encontrar camping na cidade foi uma aventura à parte… pra encurtar a história, acabamos parando em um espaço que a igreja local tinha para promover seus eventos. Foi surreal… tinha umas 15 crianças brincando no local quando chegamos. Fomos recebidos como super-stars… celebridades mesmo!

A festa foi linda… uma das experiências mais marcantes da viagem. A cidade toda na praça. Muita gente dançando as músicas típicas. E nós, como alienígenas ali, observando tudo.


Dia 14 (03/01/2017)

Monte Quemado -> Tilcara

km percorrida

498,9

Horário saída

12:44*

Horário chegada

21:38*

Passeios / Paradas

Largada Dakar (10:44-12:24)*
Diesel + Água – J. Gonzalez (15:10-15:53)*
Refeição a bordo (17:13-17:48)*
Mirador (19:57-20:17)*

Pernoite

Camping El Jardin

Combustível (R$)

221,62

Hospedagem (R$)

71,70

Pedágios (R$)

2,17

Gastos Totais (R$)

538,82

 

33049751786_33fff2f4f8_zNeste dia acordamos e tomamos um café rápido para irmos até o local onde a largada do Dakar estava acontecendo. Muita poeira. O povo insano vendo tudo. Motos e quadriciclos acelerando loucamente em direção do nada… chega o helicóptero e quase somos soterrados por uma tempestade de areia.

Quando decidimos seguir, os primeiros carros começam a chegar para a largada… mas já era hora de partir.

Paramos em Joaquin V. Gonzalez para abastecer combustível e água na casa (não tivemos acesso a água no acampamento da igreja).

Chegamos em San Salvador de Jujuy e decidimos seguir ainda um pouco mais, até Tilcara. Ainda na cidade, paramos em um mirante na estrada. A vista era o leito de um rio enorme, todo seco (acho que era o rio Grande). Ficamos na dúvida se a seca era sazonal ou permanente.

85 Km depois, percorridos em uma estrada estonteante, chegamos em Tilcara junto com início da noite.

Na cidade, entre o dia de Natal e o dia de reis uma comitiva de crianças percorre a cidade todos os dias tocando músicas locais entre 19:00 e 22:00, terminando na praça central. Muito legal!

Jantamos em um restaurante local. Estávamos tão cansados que pedimos, sem perceber, um prato de rinón (rins de boi) para Elba e as crianças. Ao chegar à mesa, foi uma questão de segundo(s) para que o rinón fosse rejeitado.


Dia 15 (04/01/2017)

Tilcara

km percorrida

147,4

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Tilcara
Quebrada de Humahuaca (19:24-0:07)*
Humahuaca (20:24-21:32)*
Purmamarca (22:47-23:32)*

Pernoite

Estacion De Servicio YPF

Combustível (R$)

200,71

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

350,74

 

O dia 15 foi todo passado na Quebrada de Humahuaca. Como dito anteriormente, a estrada é estonteante e simplesmente rodar por ela é um passeio incrível.

32245969954_1a24c2b05b_zPrimeiro, aproveitamos a cidade de Tilcara. É uma cidade pequena mas com boa estrutura de turismo. Lá encontram-se muitos hostels e restaurantes. O centro da cidade é bem agradável, sua atmosfera remete a São Tomé das Letras.

Para o almoço, nos deliciamos com as empanadas e o vinho local do restaurante Kusikanki. Muito, muito bom!

Seguimos para Humahuaca pela ruta nacional 9 (RN9), contemplando cada curva.

Já em Humahuaca, fomos até o centro e na praça da cidade encontramos uma apresentação (música + dança) de crianças em homenagem ao dia de reis. Mais uma experiência rica. Desde a primeira vez em que presenciamos estas músicas e danças locais, em Monte Quemado, ficamos apaixonados!

É interessante que Humahuaca é tão perto da Bolívia que você sente como se já tivesse passado a fronteira e não estivesse mais na Argentina.

Voltamos pela RN9 e apesar de já estar escuro quando passamos por Tilcara, achamos que seria legal esticar um pouco mais e passar a noite e Purmamarca. A cidade estava lotada. As ruas são bastante estreitas e não estava fácil andar por elas à noite, em uma cidade desconhecida.

Passamos por três diferentes hostels/campings e depois de quase uma hora de busca resolvemos que o melhor seria retornar e passar a noite na já conhecida Tilcara. Para dar um pouco mais de emoção, a chuva nos acompanhou em boa parte dos 45 Km de subida da RN9.

Chegamos em Tilcara já depois da meia-noite. Ao invés de buscarmos o camping, decidimos ficar no posto de combustível da entrada da cidade.

Estávamos muito cansados. A obrigação de termos que voltar os 45km debaixo de chuva mais o desgaste da procura por campings em Purmamarca nos deixou completamente exaustos. A consequência foi que eu e Elba tivemos uma pequena discussão assim que estacionamos no posto. Quando a cabeça não está boa, os motivos afloram.


Dia 16 (05/01/2017)

Tilcara -> Susques

km percorrida

157,5

Horário saída

11:15*

Horário chegada

17:42*

Passeios / Paradas

Purmamarca (11:50-14:37)*

Pernoite

Hotel El Unquillar

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

65,18

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

141,71

 

Na manhã do dia 16, o Dakar nos encontra novamente.
Ao abrirmos as cortinas, o posto de combustível havia sido invadido por carros de apoio das equipes do rally.
Muitos caminhões, motos e alguns motorhomes Inclusive um motorhome estacionado ao lado do nosso. Curioso!

Todo mundo com muita pressa!

Ficamos um tempo acompanhando o alvoroço enquanto tomávamos café da manhã no restaurante do posto.

Seguimos para Purmamarca. Lá paramos no centro da cidade e fomos conhecer o Cerro de los Siete Colores e o início do Passeo de los Colorados. Voltamos ao centro para curtir o artesanato e o ambiente local. Estávamos reticentes, mas nos entregamos e decidimos experimentar as tortillas assadas e vendidas nas ruas da praça. Que bom que vencemos nossa resistência… muy rico!!!

Seguimos viagem até Susques. Pelo caminho, mais paisagens lindas, incluindo as Salinas Grandes. Além das paisagens, encontramos frio e chuva também.

A serra que sobe até Susques é tão maravilhosa que faltam palavras para decrevê-la. Uma experiência única que deve ser vivida.

O ponto mais alto da subida é de pouco mais de 5100m. Fora do carro, a temperatura cai rapidamente. Dentro, empolgação total. Fotos, fotos e mais fotos… uma sequência interminável de “olha aquilo”, “e ali, então” e “Nossa!!!”.

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O perigo, logo ali ao lado, nas curvas extremamente fechadas sem proteção. Mas a pista era boa.

A combinação da longa série de curvas muito fechadas com a paisagem e mais a subida trazem novas perspectivas à beleza. Um paredão enorme e soberano em minutos é transformado em um platô que termina em depressão.

Simplesmente incrível! E, de novo, indescritível.

Chegamos ao centro de Susques ainda no horário da siesta. Ruas de terra em umacidade quase deserta fizeram com que nos sentíssemos em um filme de faroeste.

Fomos, então, ao hotel El Unquillar que fica à margem da RN9. O hotel recebe motorhomes em seu estacionamento, fornecendo água e energia elétrica. Foi lá que passamos a noite.


Dia 17 (06/01/2017)

Susques -> San Pedro de Atacama

km percorrida

288,3

Horário saída

13:32*

Horário chegada

0:14*

Passeios / Paradas

Refeição a bordo ES Paso Jama (15:12-17:47)*
Passagem fronteira ARG-CHI (17:47-21:54)*
Busca por camping (0:14-1:29)*

Pernoite

Eco Domos Los Abuelos

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

118,82

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

150,44

 

32934249412_e94f4a2d2c_zNa manhã do dia 17, enquanto arrumávamos nossas coisas e tomávamos café da manhã, vimos na pequena vila que ficava em frente ao hotel um outro grupo de crianças trajando roupas típicas, tocando e dançando para a festa de reis. Essa tradição é realmente forte em Jujuy. Pouco tempo depois, elas foram levadas para alguma festividade por uma van e uma caminhonete.

Saímos de Susques e em aproximadamente 1h30 chagávamos em Paso de Jama. Uma longa fila de carros nos avisava que a espera seria longa.

Ao lado do posto fronteiriço existe um posto de combustível. Decidimos, então, parar por ali e fazer um almoço completo.

Quando voltamos à longa fila de carros encontramos uma família brasileira (casal + filha) que viajava de carro desde Blumenau até San Pedro de Atacama. Foi muito bom encontra-los, pudemos conversar bastante, as crianças brincaram e o tempo passou bem mais rápido.

Umas duas horas depois e entramos no posto de atendimento da fronteira. Depois de um longo chá de cadeira, descobrimos que por um erro do agente de fronteira argentino em Puerto Iguazú estávamos ilegais no país e teríamos que pagar 3 multas no valor de 500 pesos (1500 pesos no total) para regularizar a situação.

Depois disso, todos os outros passos na fronteira foram rápidos e tranquilos. Até a temida inspeção veicular chilena! Retiveram apenas uma raiz que compramos para misturar no mate e nossa pequena árvore de Natal (uma singela
planta carnívora).

Quando saímos da fronteira já estava anoitecendo. Nossa vontade de sair dali era tão grande e estávamos tão mentalmente esgotados que encaramos o trecho (já no deserto) à noite. Com certeza, o mais prudente seria dormir na fronteira, acordar cedo e seguir viagem. Graças a Deus, nada nos aconteceu.

Ficamos bem chateados… depois de ver tantas paisagens alucinantes na estrada e acompanhar a lenta transformação da nossa volta em deserto, teríamos que chegar em San Pedro de Atacama às escuras.

Chegamos em San Pedro de Atacama tarde da noite. Sofremos para encontrar um camping que não estivesse cheio e aceitasse motorhome (levamos 1h15 até que chegássemos ao Eco Domos Los Abuelos).

*** Uma observação interessante sobre a nossa passagem pela província de Jujuy é que as cidades todas apresentam altitude elevada (Tilcara- 2.465m, Humahuaca- 3.012m, Purmamarca- 2.324m, Susques- 3.896m). Acreditamos que os 3 dias passados por lá nos deram uma boa aclimatação à altitude, pois não tivemos problema algum nos passeios realizados em San Pedro de Atacama. Todos os guias ficaram espantados quando viram Rafael e, principalmente, Joaquim fazendo os passeios sem apresentarem sinal nenhum de mal de altitude.


Dia 18 (07/01/2017)

San Pedro de Atacama

km percorrida

31

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Centro San Pedro de Atacama
Valle de la Luna

Pernoite

Tahka Tahka Hotel

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

153,51

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

303,08

 

Na manhã do dia 18, fomos informados pela encarregada do Eco Domos que teríamos que procurar outro lugar para ficar. O espaço passara por reformas recentes e a instalação elétrica não estava mais dimensionada para alimentação de motorhomes.

32934249952_03dce058a3_zAssim, após o café da manhã fomos rodar a cidade e encontramos o hotel/camping Tahka-Tahka. Eles oferecem uma estrutura muito boa e têm 2 vagas para receber motorhomes (uma das quais já estava reservada).

Aproveitamos o passeio pela cidade para passar em algumas agências de turismo e nos informar sobre os passeios… existem umas 50 delas na rua principal da cidade, a calle Caracoles. E conhecer um pouco do centro da cidade.

Estar no centro de San Pedro é uma experiência interessante… por cada grupo que você passa, um novo idioma sendo falado… inglês, espanhol, alemão… chinês ou coreano (não estou certo ainda), e algo que acreditei ser hebraico… e o mais falado, pasmem, português! Tem muito brasileiro lá! Tanto, que tem vários brasileiros trabalhando como vendedores de passeios e guias.

Conversamos com alguns deles e pegamos várias dicas da cidade. Por exemplo, naquele dia almoçamos em lugar chamado “El carrito”. Este lugar fica próximo ao centro mas fora das ruas principais e é, na verdade, uma associação de vários pequenos restaurantes. Olhando de fora, eu acho que o turista padrão tenda a não comer por ali. Mas a comida é boa. E barata. Como nos restaurantes mais badalados, composta por Entrada e Prato Principal. Uma vez lá, nos arriscamos até a comer o ceviche. E saímos ilesos… nada nos aconteceu!

Reencontramos o pessoal da “Expedição Atacama”, o grupo brasileiro que já havíamos encontrado no hostel de Foz do Iguaçu, e trocamos figurinhas. Eles já estavam em San Pedro há alguns dias e tinham feito todos os passeios em carro próprio (dois veículos 4×4), com a ajuda de um guia local.

Nós estávamos em um dilema grande entre fazer os passeios com a casa-veículo ou contratar nas agências de viagens. No caso de fazer por nossa própria conta, estávamos bastante interessados na contratação de um guia.

Bem, para aquele dia resolvemos ir até o Valle de la Luna ver o por do sol de carro. Esta decisão se mostrou acertada. O parque é bem próximo a San Pedro e a estrada é tranquila. Algumas costelas pelo caminho, mas coisa bem pouca e localizada mesmo.

O Valle é um lugar muito diferente, com formações que lembram crateras (dizem que seu nome vem daí). Passamos pelas principais atrações e fomos até a Grande Duna. Uma caminhada de uns 40 minutos até o topo.

Eu carregando o Joca e Elba de mãos dadas com o Rafa. Lá de cima, uma visão do deserto daquelas que a gente vê em filmes. Um mar de areia, que se mexe de tempos em tempos com o vento. Lindo!

O por-do-sol em si foi bonito, mas não foi a experiência transcendental que estava esperando (a base de toda decepção é o tamanho de suas expectativas). De qualquer forma, o passeio certamente valeu à pena!


Dia 19 (08/01/2017)32244653414_0c48798ac6_z

San Pedro de Atacama

km percorrida

0

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Lagunas Escondidas

Pernoite

Tahka Tahka Hotel

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

153,34

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

1280,04

 

O dia 19 foi o dia da decisão. Percorremos novamente as agências de turismo e desta vez passamos também no posto de informações turísticas locais. Depois de ter atolado em Puerto Iguazú, estávamos preocupados em ficar parados novamente no deserto (desta vez, na areia fofa).

O que percebemos foi que, em geral, o povo desaconselha a fazer os passeios em carro próprio. Pode-se até pensar que rola um conflito de interesses, mas não achamos que tenha sido isso. Achamos que é preocupação mesmo. Em muitos dos passeios é necessário pegar estradas em condições ruins (com costelas e/ou areia fofa), sem indicações muito claras e sem pontos de apoio próximos em caso de necessidade.

Tentamos também ver a questão do guia, mas nossa percepção foi que o custo era alto, pelo menos para nós que estávamos em apenas um carro na configuração 2 adultos + 2 crianças (nos custaria algo entre 50.000 a 60.000 pesos chilenos). Além disso, chegamos em San Pedro em um final de semana e não conseguimos encontrar guias disponíveis nas agências.

Por estes motivos nós resolvemos, então, contratar os passeios nas agências mesmo. Contratamos um “combo” que incluía 4 passeios e custava 65.000 pesos por adulto. As crianças não teriam que pagar, mas teríamos que levá-las no colo.

Os passeios escolhidos foram Lagunas Escondidas, Piedras Rojas, Geisers del Tatio e Laguna Cejar.

O passeio a Laguna Cejar era uma das principais atrações de San Pedro de Atacama. Lá acontecia o banho em águas extremamente salgadas, onde as pessoas não conseguem afundar. Infelizmente (ou felizmente!), após um estudo ordenado pelo governo chileno, foi detectada alta concentração de arsênico nas águas e o local foi fechado para banho.

Contudo, no passeio Lagunas Escondidas existem duas lagoas abertas ao banho que oferecem a mesma experiência – flutuação por alta concentração de sal. A concentração de água destas lagunas é cerca de 7 vezes maior que a do mar.

Este foi o passeio escolhido para a tarde. Depois de comermos uma superempanada no Café Esquina, partimos.

Não sei se o passeio foi “inventado” após o fechamento da Laguna Cejar ou se foi apenas o fluxo de pessoas que aumentou, mas o fato é que tinha bastante gente no local… brincamos até que o nome do passeio deveria ser alterado para Lagunas Escondidas (pero no mucho).

São 7 lagunas (segundo o guia o número de lagos pode variar), em sua maioria pequenas, que brilham em vários tons de azul no sal. Muito bonito! A primeira e a última são abertas ao banho.

Lá, passamos um dos momentos mais tensos da viagem! Joaquim engoliu água da laguna. Por uns 30 minutos foi desespero total! Mas ele foi recuperando aos poucos e, graças a Deus, tudo não passou de um susto.

Recomendamos neste passeio atenção total aos pequenos, mesmo em lugares rasos e que pareçam não oferecer perigo. Alguns segundos de descuido são suficientes para que as coisas aconteçam.

O passeio ainda conta com uma esticada até a pedra do Coyote ao entardecer, com direito a snacks e pisco-sour. Estávamos meio “passados” com o acontecido, mas eu e Rafa ainda conseguimos dar uma pequena explorada no lugar enquanto Elba e Joaquim ficaram mais quietinhos, descansando.

Uma coisa que percebemos neste passeio é que o esquema de levar os meninos no colo não seria nada legal. Em primeiro lugar, não é seguro… em caso de acidente, ou de uma manobra mais abrupta, algo pode acontecer. Além disso, é muito desconfortável para as crianças e também para os adultos. As crianças não têm posição para dormir quando estão cansadas, é muito calor… enfim…

Passamos novamente na agência e acertamos pagar mais 50.000 pesos para que pudéssemos levar as cadeirinhas das crianças nos próximos passeios. Foi uma sábia decisão.

Uma outra coisa que percebemos foi que, apesar da grande variedade de agências, existe uma cultura de compartilhamento de grupos entre as agências. Ou seja, pode ser que você compre o passeio em uma agência mas acabe fazendo o passeio com o pessoal de outra. Isso aconteceu conosco em 2 dos 3 dias de passeios. Vale a pena confirmar isso antes de fechar a compra para não levar gato por lebre.

Antes retornar ao camping, ainda tomamos sorvetes artesanais na Caracoles. Eu provei o de Chanar, enquanto Elba experimentou o de Rica-Rica. Os meninos foram no chocolate básico.


Dia 20 (09/01/2017)32244654444_aa4f5edd02_z

San Pedro de Atacama

km percorrida

0

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Piedras Rojas

Pernoite

Tahka Tahka Hotel

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

153,34

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

389,86

 

O dia 20 foi dedicado ao passeio de Piedra Rojas.

Neste passeio, os turistas são recolhidos em seus hotéis por volta das 6:30 e o retorno para a cidade acontece por volta das 18:00. O passeio inclui café da manhã e almoço no povoado de Socaire e passa ainda pelas Lagunas Altiplânicas (Miscanti e Meniques), Piedras Rojas (salar/laguna de Aguas Calientes III), Salar de Atacama e Laguna Chaxa. Deveríamos parar também no povoado de Toconao, mas isso acabou não acontecendo em razão do horário.

Conhecemos algumas das principais atrações de San Pedro de Atacama. Os lugares são lindos e pudemos ter contato com parte da fauna local vendo Viscachas, Vicunas, Gaivotas Andinas e Flamencos.

O guia do passeio foi extraordinário. Pelo que nos disse, trabalhava neste mesmo passeio há 7 anos. Não duvidamos, dado o volume de conteúdo passado sobre a geologia, história e lendas locais. Além da incrível capacidade de entreter os turistas. Nos sentíamos como se estivéssemos saindo de um lugar visitado e chegando prontamente ao próximo, sem nenhuma demora.

Neste passeio, conhecemos um grupo de 3 casais brasileiros, na casa de seus 50-60 anos que foram até o Atacama de moto e ficaram muito interessados no esquema de viagem e aluguel de motorhomes Conversamos bastante e trocamos muitas informações.

Depois do passeio, uma volta pelo centro de San Pedro e para o jantar recorremos novamente ao Café Esquina, desta vez com uma pizza. Muy rica!


Dia 21 (10/01/2017)

San Pedro de Atacama

km percorrida

0

Horário saída

Horário chegada

Passeios / Paradas

Geisers del Tatio
Centro San Pedro de Atacama

Pernoite

Tahka Tahka Hotel

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

153,34

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

517,21

 

 

 

No dia 21, fizemos o passeio dos Geisers del Tatio. O lugar é simplesmente fantástico e, na nossa humilde opinião, ninguém deveria se permitir estar em San Pedro de Atacama e não conhecê-lo.

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O ponto negativo do passeio é que é preciso acordar muito cedo. Desta vez, o ônibus da agência começa a passar nos hotéis às 4:30 da manhã (imagine o que é acordar e aprontar 2 crianças para estar pronto na recepção do hotel às 4:30). Isso acontece porque a atividade geotermal é mais intensa ao amanhecer e começa a ficar menos visível por volta das 9:00.

Outro ponto é que, como é muito cedo e a altitude local é bastante elevada (4320m), faz bastante frio. Nós pegamos cerca de 0ºC e pelo que nos disseram, no inverno chega fácil na casa dos -15ºC. Bem, nós fomos preparados e transportamos todo o vestuário necessário por mais de 7000Km única e exclusivamente para conhecer os geisers: casacos pesados, toucas, luvas.

O campo conta com vários geisers e depois de uma exploração pelo local, tomamos nosso café da manhã.

Muitas gaivotas andinas no local, algumas com ousadia suficiente para tentar tomar o pedaço de café da manhã que você tem nas mãos. De repente, aparecem os Zorros, as raposas da região.. Um par deles. Os turistas vão a loucura e as máquinas fotográficas começam a trabalhar sem parar.

Vamos a outro campo, onde existe um lago com água aquecida pela atividade geotérmica para os mais corajosos enfrentarem o frio da manhã. Não vou dizer que a água é QUENTE…. é morna… mas de tempos em tempos, você sente correntes de água bem quentes passando pelos seus pés. De qualquer forma, vale a experiência.

No final do passeio, uma parada pelo povoado de Machuca. Lá você pode experimentar o espetinho de lhama, especialidade local.

Ao voltarmos para a cidade, cancelamos o passeio que aconteceria a tarde (Laguna Cejar). No dia anterior, as crianças ficaram bastante desgastadas com o passeio e neste dia já havíamos acordado bastante cedo.

Chegamos a considerar trocar o passeio pelo de Thermas de Puritana, mas a saída era muito próxima e este era um dos passeios tranquilos de se fazer em carro próprio. Se quiséssemos mesmo conhecer, iríamos de motorhome.

Decidimos que iríamos aproveitar mais um pouco a estrutura do camping e o centro de San Pedro ou antecipar nossa volta a Argentina.

Voltamos para o camping e fomos para a piscina. A água era bem fria. Como assim, não estamos no deserto? Sim estamos no deserto e, aqui, as noites são frias. Isso explica a temperatura da água.

Bem, depois de um pouco de diversão fui cuidar da nossa burocracia: se vamos voltar para a Argentina, precisamos estar todos legalizados. Já que não fomos até Antofagasta e, por este motivo, não tivemos a oportunidade de reclamar no consulado argentino, teríamos que pagar as multas.

Acesso o site da imigração argentina e SURPRESA: as multas de Elba e Joaquim estavam com valores errados (1500 pesos cada, ao invés de 500) e a de Rafael não podia ser encontrada no sistema.

Desespero total… O que fazer agora???

Pensamos em ligar para as embaixadas em busca de ajuda, mas todas já estavam fora do horário de atendimento (e nossa situação não se encaixava nos casos de emergência). Tentei ligar para a imigração argentina, mas o telefone disponível na internet caía em um número comercial.

Ficamos bastante aflitos e desorientados… estávamos nos sentindo como Tom Hawks no file “Terminal”… Precisávamos voltar para o Brasil, mas o seguro do motorhome não cobria a Bolívia e nossa situação atual não nos permitia entrar na Argentina.

Ficamos nesse abismo, presos no sentimento de desamparo por cerca de mais uma hora.

De repente, um raio de luz veio e simplesmente percebemos que tínhamos duas alternativas para tentar resolver a questão: ir ao consulado em Antofagasta ou voltar à fronteira em Paso de Jama e ver o que pode ser feito por lá.

Ficou muito claro também que não havia nada que pudéssemos fazer naquele momento. Então, decidimos curtir o centro de San Pedro. Amanhã seria outro dia.

Andamos um pouco pelo centro, fomos até a igreja e jantamos no Ayllu que é um restaurante / hostel / agência de viagens. Hamburguer de lhama + cerveja artesanal formam uma combinação muito interessante. A atmosfera do lugar também é muito legal. Foi um programa caro, mas muito bacana. Era o que precisávamos naquele momento.


Dia 22 (11/01/2017)

San Pedro de Atacama -> Susques

km percorrida

289,9

Horário saída

13:40*

Horário chegada

20:18*

Passeios / Paradas

Passagem Fronteira CHI – ARG (16:50-18:58)*

Pernoite

Hotel El Unquillar

Combustível (R$)

155,60

Hospedagem (R$)

65,18

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

1049,98

 

Na manhã do dia 22, conseguimos entrar em contato com a empresa que nos alugou o motorhome para verificar se eles já tinham conhecimento de alguma situação semelhante a nossa, sobre como ela fora resolvida e/ou avaliar quais soluções alternativas teríamos.33051706996_2336587d72_z

Depois de muitas mensagens trocadas, ficou claro para nós que a melhor alternativa seria ir até a fronteira e tentar resolver a questão por lá mesmo. Se não funcionasse, ok. Mas teríamos, ao menos, uma orientação clara do próximo passo.

O caminho entre Paso de Jama e San Pedro de Atacama é, de fato, muito bonito…. como achamos que seria (o que nos tinha deixado chateados por ter que fazer a ida à noite). Em determinado altura, pudemos avistar formações maravilhosas como quando passamos pelo Salar de Tara.

Chegamos ao posto de fronteira de Paso de Jama e levamos um susto… estava vazio, tanto no sentido Argentina -> Chile quanto Chile -> Argentina… muito diferente do que encontramos na primeira passagem.

No contato com o primeiro oficial da fronteira, descobrimos o porquê: depois de muitas chuvas na região de Jujuy, alguns pontos da RN9 estavam interrompidos há alguns dias… e a expectativa é que ainda fossem necessários pelo menos mais 3 dias para que fosse liberada.

Isso foi bom, pois a carga de trabalho dos agentes estava bem menor que a de um dia comum. E, por este motivo, eles estavam calmos e dispostos a ajudar.

Expliquei toda a nossa situação para o agente da imigração argentina e tive que aguardar que ele consultasse o superior da fronteira (o mesmo superior consultado na saída da Argentina). Depois de algum tempo, e de forma não muito surpreendente, a resposta foi que ele não sabia justificar o motivo do valor das multas…. aparentemente, um erro acontecera no sistema… mas a única forma de conseguirmos entrar todos na Argentina, seria pagando a multa (um discurso muito parecido do anterior).

Questionei sobre a situação do Rafael… como poderíamos regularizar sua situação se não podíamos encontrar sua multa? Neste ponto, posso dizer que o agente foi coerente. Se o sistema – onipresente e onisciente – não indicava nenhuma multa, era porque ela não existia… Rafael não tinha nenhum impedimento!

Acabei concordando em pagar a multa e resolver logo a situação (depois buscaria como contestar no consulado)… com a ajuda do agente, demos um jeito de acessar a internet no posto de fronteira e fazer o pagamento via cartão de crédito (isso me custou 1 dólar, a título de incentivo/agradecimento). Desta vez, todos recebemos os carimbos atestando 90 dias de estadia.

As outras etapas nos guichês da fronteira foram tranquilas, e nos dirigimos à inspeção veicular. Ficamos meio chocados, pois o carro que estava duas posições a nossa frente na fila estava passando por um pente fino. Uma família, com crianças, em um carro que não chamava qualquer atenção, teve que tirar TUDO de dentro do carro e esvaziar TODAS as malas. Aquilo nos perturbou um pouco pois, se tivéssemos que repetir o procedimento no motorhome, levaríamos no mínimo umas 4 horas.

O fato é que havia duas filas e, em consequência do pente fino, a outra fluía muito melhor. De repente, um agente jovem aparece e nos redireciona para a outra fila. Ele faria nossa inspeção. Solicitou que eu abrisse o porta-malas… fomos até lá, ele deu uma olhadinha e “ok”… pediu para ver o interior do veículo… abri a porta, ele colocou a cabeça pra dentro, deu um “Buena Tarde”, balançou a cabeça afirmativamente e nos liberou… não levou mais que 2 minutos…

Ufa!!! Estávamos novamente na Argentina… e não éramos mais ilegais!

Dirigimos até Susques e estacionamos, mais uma vez, no estacionamento do hotel El Unquillar… decidimos que jantaríamos no restaurante do hotel para celebrar! Mais que isso: teve até champanhe na comemoração!


Dia 23 (12/01/2017)

Susques -> Salta

km percorrida

334,5

Horário saída

12:49*

Horário chegada

21:17*

Passeios / Paradas

Grandes Salinas (13:59-14:42)*

Pernoite

Camping Balneario Carlos Xamena

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

24,33

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

162,81

 

33051708056_4962e1a6fd_zO tempo estava começando a ficar apertado para voltarmos e entregarmos o carro na data programada. Isso facilitou nossa decisão em fazer o caminho alternativo ao invés de aguardar a liberação da via principal (RN9 interrompida pela chuva). Era 5ª-feira e a previsão de liberação era somente para sábado.

Não posso negar que também ficamos bastante animados pelo fato de termos que desviar e passar em Salta. A cidade estava em nosso roteiro original, mas acabamos retirando em um dos ajustes que fizemos. Era como se estivéssemos recebendo uma nova chance, e tendo a oportunidade de descer os Andes por um novo caminho.

Então, como não ficar feliz com isso?

A sugestão de caminho alternativo que recebemos na fronteira (e confirmamos no hotel) indicava seguirmos pela RN52 até as Grandes Salinas e pouco depois pegar a RN40 até San Antonio de los Cobres. Lá pegaríamos a RN51 até Salta. Quando perguntamos sobre o estado da estrada alternativa na fronteira, a resposta que recebemos foi “é terra, mas está boa!”

Então seguimos com o espírito preparado, mas muito animados.

Fizemos uma parada nas Grandes Salinas. Quando passamos por aqui na ida o frio e a chuva fina haviam nos destituído da ideia de explorar o local. Mesmo depois de termos passado por vários salares em San Pedro de Atacama, valeu a pena conhecer pois este é bem diferente, neste caso é uma salina de exploração.

Chegamos, então, ao desvio e à terra onde fomos recebidos por costelas na pista. Um longo trecho de costelas. Não demorou muito para encontrarmos algumas caminhonetes, carros de passeio e motos que percorriam o trecho em alta velocidade. Para nós, que estávamos de motorhome, era difícil passar dos 30 km/h…. em alguns trechos ainda arriscávamos chegar aos 40 km/h, mas logo as costelas aumentavam novamente e tudo no veículo-casa começava a tremer, dando a nítida sensação que seríamos “desmontados”.

Percebemos, então, que as costelas seriam constantes e que o melhor a fazer era manter o ritmo… um pouco depois, descobrimos que não deveríamos reclamar das costelas, pois o que não era costela era areia fofa e o medo de atolar no meio do nada batia forte no peito.

Foram 115 km de estrada de terra. Toda a RN40 até San Antonio de los Cobres e uns bons quilômetros da RN51 já depois da cidade. Foi MUITO cansativo (muito mesmo). No caminho, passamos por um motorhome que apoiava o Dakar sendo empurrado pela equipe para sair da areia fofa. Vimos carros quebrados esperando ajuda e alguns animais atropelados. O clima no carro era tenso.

Até que encontramos o asfalto e uns 700kg pareciam ter saído de nossas costas. Descemos as montanhas por um caminho completamente diferente da subida, mas igualmente impressionante. O caminho era menos íngreme e tortuoso e as formações de pedra tinham cores e geometrias bem diferentes.

Estranhamos bastante quando começamos a ver uma vegetação verde e alta nos rodeando na estrada, bem como quando vacas e cavalos começaram a aparecer. De fato, havíamos deixado o deserto para trás.

Quando estávamos a 50km de Salta comemoramos que chegaríamos na cidade ainda durante o dia e já planejávamos o que fazer na cidade, quando encontramos a terra novamente.

Desta vez, ficamos mais preocupados pois estávamos em declive em uma estrada com curvas fechadas. E, nestas curvas fechadas, a largura da pista não permitia a passagem de mais de um veículo por vez. O mais curioso é que o tráfego estava intenso e o trânsito de caminhões liberado, sem qualquer controle de subida ou descida. Tenso, tenso, tenso!

Quando eu avistava uma destas curvas, já começava a buzinar e parava apenas em sua saída, na esperança de que se houvesse alguém vindo no sentido contrário, o motorista ouvisse e aguardasse nossa passagem. Graças a Deus, não tivemos nenhum problema. A simples ideia de encontrar um caminhão subindo em uma curva e ter que dar ré no motorhomeaté um ponto em que os dois veículos pudessem passar me dava calafrios. Foram mais 20km de estrada de terra.

Chegamos no camping no início da noite e encontramos o melhor lugar para ficar. O dia havia sido tão desgastante que preferimos comer fora novamente. Nos entregamos à Parrilla local!

Voltando ao camping, tudo que queríamos era cair na cama e dormir como uma pedra até o dia seguinte… porém, tivemos que cuidar da limpeza e arrumação da casa e da lavagem de roupas (a casa estava simplesmente coberta de pó). Isso nos deixou ocupados até as 3h da manhã.


Dia 24 (13/01/2017)

Salta -> Cafayate

km percorrida

188,4

Horário saída

18:14*

Horário chegada

21:58*

Passeios / Paradas

Jantar Cafayate (21:58-01:19)*

Pernoite

Camping Sindicato Luz y Fuerza

Combustível (R$)

278,44

Hospedagem (R$)

44,54

Pedágios (R$)

Gastos Totais (R$)

508,15

 

No dia 24, acordamos um pouco mais tarde e descansamos curtindo a piscina do camping/balneário. A piscina era tão grande que talvez seja mais apropriado chama-la de lago artificial.

32937439382_94f572d3a7_zNo almoço, fizemos uma refeição leve a bordo e continuamos um pouco mais no ritmo de descanso até que, por volta de umas 15:00, o fluxo de pessoas chegando no camping começou a intensificar bastante. Por volta das 16:30 era tanta gente entrando no camping que começamos a nos sentir incomodados, com uma vontade grande de sair de lá o mais rápido possível (antes que acabássemos ficando presos na muvuca). Até hoje não sabemos se era algum evento especial ou se este é o movimento natural de inícios de finais de semana no local.

Depois de fazer algumas contas, decidimos incluir Cafayate no roteiro. Esta cidade também não estava no roteiro original, mas foi uma dica que recebemos ao longo do caminho. E quisemos arriscar.

Mais um caminho sensacional entre Salta e Cafayate, pela RN68. É impressionante, mas esta serra também era bem diferente das duas que pegamos anteriormente, com novas formações de pedras espetaculares. Aqui as pedras tinham tonalidades mais avermelhadas. A estrada estava em ótimo estado e era bem tranquila.

A região de Salta é rica em vinícolas, sendo que a cidade de Cafayate tem um grande destaque neste setor. Chegamos na cidade já depois de anoitecer e tivemos uma grata surpresa. O centro oferecia boa estrutura turística com muitos restaurantes, artesanato e apresentações de artistas locais. Ficamos encantados.

Fomos até o camping fechar nossa estadia e voltamos para o centro para jantar. Mais uma parrillada, desta vezacompanhada de cerveja artesanal local.

Passamos um bom tempo na praça curtindo as apresentações dos artistas locais, como uma apresentação de palhaços e grupos musicais tocando músicas tradicionais.


Dia 25 (14/01/2017)

Cafayate -> Termas de Rio Hondo

km percorrida

280,6

Horário saída

17:59*

Horário chegada

22:54*

Passeios / Paradas

Centro Cafayate
Bodega Vasija Secreta (14:23-14:52)*
Busca por Camping (22:54-23:44)*

Pernoite

Camping del Rio

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

97,77

Pedágios (R$)

7,60

Gastos Totais (R$)

451,66

 

No dia 25, acordamos dispostos a explorar a cidade de Cafayate. Após um rápido café da manhã e arrumação da casa (que incluiu lavagem de roupa), seguimos para o centro.

32966454271_b731be9e1c_zQueríamos conhecer, ao menos, uma vinícola. E queríamos nos divertir aproveitando a estrutura turística local. Passamos rapidamente pelo centro de informações turísticas e fomos à vinícola Vasija Secreta, onde conhecemos o museu e fizemos uma desgustação.

Voltamos ao centro e curtimos um pouco mais o lugar. Compramos vinhos, cervejas artesanais (la Burra, uma cerveja artesanal bastante forte) e alfajores. Passeamos. Comemos um lanche e tomamos sorvete. Em Cafayate, sacamos pesos argentinos pela última vez.

O tempo voou e já era hora de partir novamente.

Ao invés de voltar a Salta e percorrer todo o Chaco novamente pela RN16, resolvemos fazer o caminho por Tucuman e Santiago del Estero e conhecer, mesmo que de forma bastante rápida, alguns lugares novos (RN40, RN9, RN34 e RN89). O objetivo era passar a noite em Santiago del Estero.

Desta vez, pegamos duas serras diferentes em um único dia. Na verdade, as duas serras ficam na mesma estrada, a RP307 (Ruta Provincial 307). Mais uma vez, elas eram bem diferentes entre si e também em relação às que já tínhamos passado anteriormente.

A primeira serra começa próximo às ruínas Quilmes(cerca de 1800 m sobre o nível do mar, e que infelizmente não pudemos conhecer, em virtude do horário) e termina em Tafi del Valle (2014 m), uma cidade que fica em um vale lindo. Neste trecho subimos bastante por uma estrada bastante sinuosa e com asfalto castigado na maior parte do tempo. A nosso redor, muitos cactos e vistas marcantes. O trecho mais alto é conhecido como El Infernillo, a 3042m. Ainda na subida, pegamos uma forte neblina quando estávamos próximo a esta região e seguimos com ela por alguns bons quilômetros.>

A vista de Tafi del Valle e seu lago é impressionante. Passando a cidade, começa a segunda serra. Desta vez, uma serra com uma vegetação verde e bastante fechada. Lembrou um pouco a serra do mar, aqui em São Paulo. No fim da descida a altitude é de cerca de apenas 370m.

Anoiteceu e estávamos na estrada, ainda distantes de Santiago del Estero. Resolvemos, então, que pararíamos um pouco antes, em Termos de Rio Hondo. O camping que tínhamos no guia de paradas estava fechado e acabamos ralando um pouco até encontrarmos uma outra alternativa.


Dia 26 (15/01/2017)

Termas de Rio Hondo -> P. Roque Saenz Penha

km percorrida

512,9

Horário saída

16:04*

Horário chegada

22:28*

Passeios / Paradas

Preparação Lanche a bordo(17:24-17:39)*
Jantar P. Roque Saenz Penha (22:48-00:33)*

Pernoite

Camping Municipal El Descanso

Combustível (R$)

— 

Hospedagem (R$)

9,13

Pedágios (R$)

9,78

Gastos Totais (R$)

159,40

 

32247794674_55ac1399e9_zTermas de Rio Hondo é (mais) uma cidade muito quente que tem águas térmicas. O camping escolhido, além de possuir 2 piscinas destas águas térmicas (uma quente e a outra MUITO quente!), faz margem ao Rio Dulce. Ali, é possível pescar e até arriscar um banho.

A cidade conta também com um autódromo onde são recebidas etapas do mundial de Moto GP (que não fomos conhecer).

Aproveitamos e relaxamos nas piscinas (os meninos principalmente) e partimos em direção a Presidente Roque Saenz Penha, que seria o destino final do dia. Novamente, a chegada de uma chuva com fortes ventos nos ajudou a determinar o momento certo de seguir viagem.

Mais um dia em que só conseguimos chegar a noite na cidade destino. Desta vez, porém, já conhecíamos a cidade e não tivemos qualquer problema na localização de local para ficarmos. Antes de ir para o camping, tivemos um agradável jantar no restaurante Saravá, no centro da cidade.


Dia 27 (16/01/2017)

Presidencia Roque Saenz Penha -> Ituzaingó

km percorrida

433,1

Horário saída

14:10*

Horário chegada

19:27*

Passeios / Paradas

Supermercado + combustível (11:53-13:00)*
Refeição a bordo (13:05-14:10)*

Pernoite

Camping Municipal General San Martin

Combustível (R$)

461,29

Hospedagem (R$)

83,65

Pedágios (R$)

13,04

Gastos Totais (R$)

740,89

 

No dia 27, aproveitamos novamente o centro da cidade de Presidente Roque Saenz Penha para supermercado e abastecimento. Antes de partir, ainda fizemos uma rápida refeição a bordo.

32250307154_08f8c3b671_zPegamos novamente a RN16 com destino a Ituzaingó. O calor era grande e, ao entrarmos na estrada, já começamos a pensar em como seria bom curtir a playa novamente.

Chegamos em Ituzaingó ainda durante o dia e resolvemos conhecer uma outra opção de camping na cidade – camping Itá Cuá. Levamos uns 15 minutos para encontrá-lo, mas ao chegarmos descobrimos que o camping estava fechado.

Antes de voltarmos ao camping municipal pegamos carne para fazer a última parrilla em solo hermano.
Chegamos no camping municipal e arrumamos nossas coisas a tempo de curtir mais um por-do-sol.

Curioso mas, desta vez, o camping municipal nos pareceu mais sujo e descuidado (havíamos passado pelo mesmo camping há 15 dias).

Fizemos o churrasco acompanhado de arroz e feijão, jantamos e dormimos sonhando com a playa do dia seguinte.


Dia 28 (17/01/2017)

Ituzaingó -> Foz do Iguaçu

km percorrida

392,1

Horário saída

12:30*

Horário chegada

19:25

Passeios / Paradas

Passagem Fronteira ARG-BRA (18:47*-19:03)

Pernoite

Hostel Paudimar

Combustível (R$)

Hospedagem (R$)

60,00

Pedágios (R$)

18,47

Gastos Totais (R$)

128,47

 

E não é que depois de tanto sonhar e nos imaginar entrando nas playas do Paraná tivemos que cancelar o passeio?

32939744512_5e45de14f2_zOs meninos acordaram com mal-estar e diarreia. Rafael com fortes dores de cabeça e Joaquim com enjoo e vômitos. Ainda não sabemos o que causou este quadro, mas temos muitas suspeitas: os embutidos consumidos no café da manhã em Termas de Rio Hondo, os meninos terem bebido água das piscinas daquele camping, a carne do churrasco da noite anterior ou, simplesmente uma virose.

O fato é que os dois estavam totalmente debilitados. Tomamos um leve café da manhã e esperamos o quadro estabilizar um pouco. Demos adeus ao rio Paraná e partimos rumo a Foz do Iguaçú.

A esperança agora era que eles melhorassem e pudéssemos aproveitar a piscina do hostel em Foz, fosse no final da tarde ou na manhã do dia seguinte.

A passagem pela fronteira ARG-BRA foi bem tranquila, levamos cerca de apenas 15 minutos e estávamos em solo brasileiro novamente. Questionei o agente da fronteira sobre o erro na atribuição do período de estadia quando entramos na argentina e a resposta foi que, uma vez paga a multa, não teria o que ser feito. Deveríamos ter reclamado em Paso de Jama, antes de efetuar o pagamento (como se não tivéssemos reclamado!).

Chegamos ao hostel Paudimar durante o dia, mas os meninos ainda não tinham condições de encarar a piscina. Jantamos PFs no bar/restaurantedo hostel.


Dia 29 (18/01/2017)

Foz do Iguaçu -> Maringá (BR)

km percorrida

414,6

Horário saída

15:51

Horário chegada

21:27

Passeios / Paradas

Cambio e refeição (14:27-15:02)
Consulado ARG e Farmácia (15:08-15:51)

Pernoite

Posto Matsuda – Maringá

Combustível (R$)

375,00

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

63,00

Gastos Totais (R$)

630,80

 

Mais um dia em que os meninos não acordaram bem. A diarreia estava pior que no dia anterior. Rafael parecia estar se recuperando e voltava a ficar bastante ativo. Joaquim, por sua vez, ainda estava muito debilitado e não demonstrava que já havia começado a melhorar. Isto só aconteceu depois de passarmos na farmácia e compramos remédio para enjoo.

32968962511_1b1ca260b1_zPor este motivo, demoramos bastante para deixar o hostel, por menos que tenhamos aproveitado da estrutura disponível.

Fizemos câmbio e trocamos os pesos argentinos que tínhamos em mãos. Aproveitamos a parada e fizemos uma rápida refeição a bordo.

Ainda fomos até o consulado argentino para ver se alguma coisa podia ser feita em relação às multas que pagamos. Foi bastante fácil chegar até o consulado, mas devido ao quadro dos meninos conseguimos chegar somente às 15:10 (o que estaria ok, pois pelo que eu havia consultado na internet o consulado permaneceria aberto até às 16:00). Só que não! Na verdade, o atendimento do consulado ia até às 15:00 e chegamos pouco depois do portão ter sido fechado.

Ainda consegui encontrar uma funcionária, que era brasileira, e conversar com ela na calçada. Ela me disse que eu poderia voltar no dia seguinte e abrir uma reclamação para a imigração… mas disse para ter bem poucas esperanças de que algo resultasse disso, pois seria a imigração argentina avaliando um erro da imigração argentina… ou seja, era quase certeza que a questão seria arquivada.

De qualquer forma, precisávamos seguir viagem. A casa veículo precisava ser entregue em Salto no dia seguinte e ainda estávamos bem longe. Então, deixamos a questão para trás, pegamos a estrada novamente e estabelecemos como destino do dia Londrina.

Escureceu e ainda estávamos longe de Londrina. Quando passamos por Maringá, estávamos cansados e famintos. Procuramos por um local para passarmos a noite e encontramos a indicação do Posto Matsuda no app da Cia do Motorhome. Lá, abastecemos e, seguinte o conselho da frentista que nos atendeu, conhecemos o “Cantinho do caminhoneiro”… uma comida simples e deliciosa.

Ainda ficamos na dúvida se arriscaríamos seguir até um pouco mais perto de Londrina ou passaríamos a noite por ali mesmo. Mas já era quase 23:30 e a experiência adquirida nos 29 dias de viagem nos falou que valia mais a pena deixar estes 100Km para o dia seguinte. Plugamos a casa-veículo na energia elétrica e apagamos!


Dia 30 (19/01/2017)

Maringá (BR) -> Campinas

km percorrida

649,1

Horário saída

8:18

Horário chegada

20:14

Passeios / Paradas

Café-da-manhã a bordo (10:22-11:07)
Devolução Motorhome (16:04-19:18)

Pernoite

Familiares

Combustível (R$)

235,65

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

107,50

Gastos Totais (R$)

414,15

 

32939745842_86da5ff13a_zPela primeira vez na viagem usamos o expediente de acordar, arrumar o mínimo de coisas possíveis e pegar a estrada enquanto os meninos ainda dormiam. Conseguimos andar por pouco mais de 2 horas antes que eles acordassem. Paramos, então, para um rápido café da manhã a bordo e seguimos viagem.

Chegamos às estradas duplicadas do Paraná e, depois, às do estado de São Paulo. Eu me sentia totalmente adaptado à direção da casa-veículo, o que nos permitiu imprimir um ritmo de viagem muito bom, similar ao de qualquer carro de passeio (sem exceder, naturalmente, os limites de velocidade).

Este foi o dia que viajamos mais quilômetros em toda a viagem, quase 650 Km.

Devolvemos a casa-veículo por volta das 16 horas. Levamos 3 horas para tirar tudo de dentro do motorhome e redistribuir em nosso carro. Aliás, a sensação de entrar novamente em nosso carro abarrotado e ter que dirigi-lo foi terrível. Estávamos todos nos sentindo dentro de uma lata de sardinhas.

Enfim, chegamos em Campinas. Comemos uma pizza e começamos a ter o prazer de compartilhar nossos causos de viagem com a família.


Dia 31 (20/01/2017)32713707100_d4b2d65373_z

Campinas -> São José dos Campos

km percorrida

154

Horário saída

12:07

Horário chegada

14:03

Passeios / Paradas

Pernoite

Casa

Combustível (R$)

116,53

Hospedagem (R$)

Pedágios (R$)

30,70

Gastos Totais (R$)

147,23

 

A volta para São José dos Campos foi bem tranquila.

Depois de ter acostumado a percorrer grandes distâncias diariamente, na maior parte das vezes em estradas de pista simples, ter que
dirigir 130Km na Dom Pedro e mais 20Km na Dutra não pode ser chamado de desafio, certo?

Chegamos em São José e fomos direto para um churrasco de amigos onde, mais uma vez, nos deliciamos contando os causos e as histórias da viagem.

Essa vida é de viajante e contador de histórias é demais!!!!!

Depois de chegarmos efetivamente em casa, hibernamos por umas 24 horas. Não ficamos todo este tempo literalmente dormindo, mas quase… assistimos filme, comemos pipoca, cochilamos no sofá. Só aí percebemos o quanto nosso corpo estava cansado. Na estrada, uma energia extra simplesmente aparecia e nos fazia seguir em frente.


 

Essa foi a viagem… 31 dias que nos pareceram meses. Perdemos a noção do tempo, do endereço e da rotina. Nos sentimos como se estivéssemos viajando a vida toda.

O custo da viagem é alto, mas a experiência é impagável. (Na sequência publicaremos o post com a análise financeira da viagem). Seja para um solteiro, um casal ou uma família com filhos, somos expostos ao novo de forma irreversível. Novos valores, novos realidades, novas formas de ver o mundo. Recomendamos esta experimentação a toda e a qualquer pessoa.

E agora… como voltar à “vida normal”?

A resposta é simples: Não é possível!

O fato é que, a menos que você enterre tudo o que viveu como se estivesse saído de um sonho, muitas das certezas de uma “vida normal” passam a ser vistas como escolhas.

Tudo em que conseguimos pensar são os próximos destinos.

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Quem escreve |

Redescobrindo o futuro. Curtindo a família em tempo integral.

2 responses to “Projeto Atacama – Roteiro realizado”

  1. Marina disse:

    Muito bom!!
    Muito difícil de achar relatos detalhados assim.
    Obrigada pelo tempo disposto para isso!

    • Léo Motta disse:

      Oi Marina! Muito obrigado!

      Sim, nos esforçamos para contar a história de um jeito bem detalhado… o trabalho é maior, mas a satisfação depois que fica pronto é IMENSA!

      Um abraço.

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